domingo, 15 de abril de 2012

O Confuso Banco da Praça.

No banco da praça
Logo após o sol nascer,
Mais um dia que se passa.
E os carros não param.

Hoje penso diferente,
Penso um pouco mais
Antes de olhar pra traz.

Medo de sentir
Aquilo tudo que passei,
Paixão? Amor? Solidão?
O que seria? 
Não sei.

Sentado no banco da praça
Cada rosto me traz uma lembrança
Sentimentos, alegrias, amores
Coisas que vivi desde criança.

Cada movimento que me cerca
Seja olhar para baixo,
Ou varrer a rua,
Ainda me sinto cabisbaixo.

Da brisa leve,
Que vem da chuva,
Que me refresca,
Me traz ao mundo.

Ainda me deixa a pensar
Quando ela me disse não.
Que deveria me acostumar
Com os dias que virão.

Ainda do banco da praça.
Uma mulher com os cabelos ao vento
Simplesmente dirigindo seu carro...
Você não sai do meu pensamento.

Se o amor gera tantas Brigas
Por que agente não briga?
Porque talvez Não haja amor...
Ou talvez porque haja amor!

Eu ainda me empolgo
E me contento com lembranças,
Coisas que vivi desde criança.
Acostumo e vem coisa nova,
Coisa nova que é velha,
Quando na verdade é gente nova...

Deitado no banco da praça...

Eu.




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