Pego a estrada, sempre a pensar
Como vou ficar quando eu chegar?
Por toda a viagem me pego olhando
Pela paisagem que nunca percebemos ao nosso redor.
Chegando bato à porta,
Minhas mãos tremem,
Me vem um suor frio,
Já não tenho mais pensamentos...
A porta se destranca e abre,
São milhões de batimentos nesse momento,
É como se abrissem as comportas dos rios,
Você simplesmente esquece como respirar.
Quando vê aquele rosto iluminado
Junto ao corpo que te abraça,
Você simplesmente volta a ser criança,
E percebe que sua vida afora já não tem graça.
Adentramos à sala,
e o cheiro é tao forte,
que é como se injetassem uma agulha em minha alma.
Minha pupila dilata,
Nuvens passam tão rápido em minha cabeça,
Que vou e volto no tempo a anos luz por segundo.
Não há sensação melhor,
Como também não há como descrever,
É você, Mãe, que me rende, com apenas um olhar,
Mas não me canso de pedir um beijo
e dizer...
Eu te amo.
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